sábado, 1 de setembro de 2007

Por trás das grades

Assim como o Pernas abertas, este blog não está sendo atualizado, só que desde quarta-feira. Wake-up, Natálias.

Sou suspeita para falar deste blog porque gosto muito de polícia e tenho uma perspectiva meio "interna" desta área do jornalismo, apesar de já ter deixado a sub-editoria de polícia de ZH há três anos.

O último post publicado fala do nenê no lixão. Já comentei ele pessoalmente com a Pianegonda. Espero que ela repasse os comentários a Leal. De modo geral, este post revela o quão rica, dramática e difícil é a experiência de ser repórter policial. A vida é diferente para quem sabe o quanto ela é efêmera e carnal. E descobrir isto dói, mesmo.

Escrevam mais, gurias!

Quem não entendeu porque estou fazendo estes comentários, leia o post "Cowabanga".

Por dentro da bolsa

Pessoalmente, achei geniais os dois últimos posts: um explica este rolo nas bolsas mundiais e sua relação com o mercado imobiliário americano (aquela coisa deles viverem com as casas hipotecadas) e o outro fala de CPMF. O blog continua apostando, e ao meu ver acertadamente (quem não concorda, grite!), em explicar economês para seres humanos normais e medianos como nós - coisa que a grande imprensa esqueceu há horas e acho até que nem sabe. Parabéns. A gente lê, pensa e é útil.

Quem não entendeu porque estou fazendo estes comentários, leia o post "Cowabanga".

Pernas abertas

O blog não tem nenhuma nova postagem desde o dia 30. Cadê o pessoal?

Pessoalmente, gostei muito deste último post do dia 30 sobre as Velhas Virgens, da Marina. Ela apresenta a banda, para os que não a conhecem, depois a comenta numa perspectiva pessoal, coloca letra de música e foto. Poderia talvez ter colocado um link para a música ou para o site da banda. O texto é longo, mas eu gosto de textos longos.

Quem não entendeu porque estou fazendo estes comentários, leia o post "Cowabanga".

Mudando o canal

O post da Parmalat me trouxe uma informação nova, que desconhecia. O texto apresenta o dado e comenta a campanha, ainda trazendo o jingle. Não consegui abrir a ilustração do meu computador, mas acho que é problema deste. Bom o finalzinho, com a sacada maliciosa.

O "Jornalismo de verdade" é um texto que apresenta uma posição bem clara e que, vamos admitir, é fácil de concordar (embora, eu, pessoalmente, não concorde: jornalismo para mim não é cruzada, é só uma profissão; todo jornalismo deveria ser investigativo e toda notícia é tb uma repotagem; e até mau jornalismo é jornalismo; negar isto, para mim, é idealizar um ofício e não acredito em idealismos). Em relação ao programa, poderia embasar mais esta posição com exemplificações e falar um pouco mais das características do Caco, etc. Trazer o assunto à baila é ótima idéia.

Quem não entendeu porque estou fazendo estes comentários, leia o post "Cowabanga".

Cowabanga

Atendendo sugestão do Haubrich, passarei a fazer comentários rápidos sobre posts dos blogs.

Vou me ater aos posts de quarta ou quinta em diante, ok? E aleatoriamente. E são comentários, opiniões, e não verdades absolutas (eu tinha uma professora de história que dizia, dando uma aula: "Esta é a minha verdade. Não existe uma só verdade. Existem várias". Para um professor de história dizer isto, tem de ter bala na agulha, certo?).

Começo por ordem alfabética, o Cowabanga.

Dois posts, do Kauê, sobre personagens de ficção, e da Paula, sobre o filme dos Simpsons.

O post do Simpsons está bem interessante, pois relata rapidamente o argumento do filme, tem uma linguagem pessoal e uma perspectiva opinativa sem ser pretensiosa, coloquial. Rápido de ler, fácil, com alguma informação. O recurso da reprodução do trailer, que vale como atrativo mas tb como informação, dá um plus a mais.

O post do ranking é mais ambicioso, parece-me, apesar das ressalvas do próprio autor em seu início. De qualquer forma, esta coisa de lista e ranking sempre funciona, as pessoas adoram ler isto. Não vou aqui opinar sobre a escolha dos personagens, é um critério pessoal. Gostei de ler sobre os que já conhecia e aprendi sobre os que não conhecia. Podia ter falado sobre o Keith Richards no Jack Sparrow e aparece duas vezes Homer Simpson na listagem final.

Mudou o visual

Mas eu continuo.

Sobre blogs

Um centro de Harvard, nos EUA, divulgou recentemente uma pesquisa envolvendo 160 sites entre abril de 2006 e abril de 2007. As conclusões são que, enquanto a circulação dos jornais norte-americanos caiu 3% e os noticiários de TV perderam milhões de telespectadores, a Internet teve uma tendência constante de aumento de público. Nesta conta não estão apenas os sites de jornais, mas também portais de busca como o Google e, é claro, blogs. O Observatório da Imprensa publicou um artigo sobre a pesquisa no endereço (http://observatorio.ultimosegundo.ig.com.br/artigos.asp?cod=446MON021).

Parece que o público está buscando na Internet algo que não encontra mais (ou acha que não encontra) nos impressos. Adivinhem o quê? Notícias.

Bem, diante deste estudo e de outros que confirmam a tendência de crescimento cada vez maior da rede - e também da constatação de que a linguagem e o formato de blogs passa a ser cada vez mais apropriada pelas empresas de comunicação -, me parece, pessoalmente, imporem-se quatro questões. Ou, trocando em miúdos (de onde será que vem esta expressão?): se a rede afirma-se crescentemente e se um de seus aspectos mais importantes são os blogs, bom, afinal de contas, diabos, onde estamos e para onde vamos como jornalistas e como seres humanos?

Há quatro aspectos que me intrigam em relação a blogs (partindo da perspectiva dinossáurica de quem nasceu em 1967, um pouquinho antes do Sargent's Pepper, e que nunca teve blog estilo diário pessoal):

1) A incorporação dos blogs pela mídia tradicional pode significar a destruição de características centrais deste formato?

2) O blog é um espaço informativo ou opinativo?

3) A palavra-chave na discussão entre blogs e jornalismo tradicional é credibilidade. Como um blog adquire credibilidade?

4) O blog vai moldar um novo tipo de jornalista?

Nos próximos dias, vou discutir um pouco destas questões aqui no blog. Sigam-me.